segunda-feira, 6 de julho de 2015

Volta ao mundo - Gateway Arch

Você já ouviu falar em uma curva tridimensional chamada de catenária? É provável que em alguma aula de cálculo você tenha ouvido sobre ela ou outra curva e deve ter pensado: onde que eu vou usar e aplicar isso?

Talvez tenha sido com esse pensamento que o arquiteto finlandês Eero Saarinen, em 1947, teve a ideia de projetar o Gateway Arch, o maior monumento humano em solo estado-unidense. O projeto ainda contou com a parceria do engenheiro alemão Hannskarl Bandel.



O monumento não é propriamente uma catenária, de acordo com o Teorema de Hooke, mas pode ser considerada uma com a modificação de sua forma. O resultado final obtido por Saarinen vem pela realização de modelos funiculares com cordas de densidade variável ou com cargas concentradas em certos pontos. A seção transversal do arco são triângulos equiláteros cujas áreas diminuem ao longo de seu comprimento.




O Gateway Arch, ou Gateway to the West, localizado em St. Louis nos EUA, teve suas obras iniciadas em 12 de fevereiro de 1963 e concluídas em 28 de outubro de 1965. O monumento, às margens do rio Mississipi, só foi aberto ao público em 10 de junho de 1967.

O monumento representa "o espírito pioneiro dos homens e mulheres que venceram o Oeste e aqueles que no último instante se esforçam contra outras fronteiras". O arco, em aço inoxidável, tem um altura de 192 metros, que também é o mesmo valor numérico para a largura de sua base, tornando-o assim o maior monumento humano nos Estado Unidos.

No interior do arco encontra-se o Museum os Westward Expansion, que oferece fotos e informações a respeito da construção desta maravilha da engenharia e também sobre a expansão do Oeste. Dentro do monumento estão situados também um cinema educativo, uma loja de presentes e comida gourmet e utensílios para o lar na Leeve Mercantile. Para subir à parte superior do arco, os visitantes utilizam um bonde com oito vagões ou um lance de seis escadas até a plataforma de observação.







sábado, 4 de julho de 2015

Relatos do Laboratório #2

Mais uma semana cheia de atividades do projeto Ibracon, em que alunos de três períodos distintos trabalharam juntos a fim do mesmo objetivo.


Entre os dias 29/06 e 03/07, nós demos continuidade à execução do Concrebol e do Concreto Colorido, onde os grupos se dividiam em basicamente duas tarefas distintas, realizadas concomitantemente. Estas tarefas foram:

  1. Separar os materiais de acordo com a receita (dosagem) do concreto e, em seguida, fazer os devidos procedimentos da sua execução.
  2. Peneirar areias e separá-las por granulometria, com o objetivo de se encontrar faixas granulométricas desejadas para as dosagens dos dias seguintes.

 Veja a seguir algumas imagens das atividades da semana:














































quarta-feira, 1 de julho de 2015

Você sabia? - O vidro do futuro

O ETFE (sigla para etileno tetrafluoretileno) é um material que vem ganhando popularidade na construção civil nos últimos anos por estar substituindo o uso de vidros. Esse produto é uma espécie de película que apresenta grande resistência térmica e, por ser extremamente maleável, vem sendo usado para o revestimento de coberturas e fechamento de estruturas.

Allianz Arena, do Bayern de Munique. A cobertura é feita de colchões de ar inflados de ETFE.

Outra característica bastante interessante desse material é o seu peso. Um sistema de cobertura feito com ETFE pesa 1% comparado a um sistema de cobertura convencional feito com vidro e tem a capacidade de suportar até quatrocentos vezes o seu próprio peso.

Conhecido como Cubo D'água, sediou as Olimpíadas e as Paraolimpíadas de Pequim em 2008.
Cubo D'água em construção.

É um material de fácil manutenção e considerado auto limpante porque a sua superfície não é aderente. Além disso, ele é reciclável e tem um tempo estimado de durabilfidade de 20 anos.

Projeto Éden, visão geral.

Uma construção interessante feita especificamente com o ETFE foi o Jardim do Éden. Valendo-se da capacidade térmica do material, foi construído na cidade inglesa de Cornwall a estufa mais moderna do mundo. O intuito era simular às condições de três biomas diferentes e realizar o cultivo de várias espécies de plantas pelo mundo.

Área interna da estufa.

Outas construções que utilizam ETFE:


 Entrada do Empire City Casino em Yonkers, Nova Iorque.


The Arc River Culture Theatre, na Coréia do Sul.


Confira a disputa entre o vidro e o material ETFE:



Assista o vídeo completo abaixo. A empresa 3M explica, em inglês, um pouco sobre o funcionamento do ETFE e suas vantagens.