Com o início da comercialização, em meados da década de 90, era preciso desembolsar cerca de um milhão de dólares para adquirir uma impressora 3D. Atualmente, com a variabilidade de opções disponíveis no mercado e devido ao barateamento dos custos de produção e de impressão, as impressoras estão se tornando cada vez mais acessíveis, podendo ser utilizadas na criação de uma infinidade de objetos, incluindo biomateriais, brinquedos, protótipos, e surpreendentemente, casas e objetos em grande escala.
Basicamente, com uma impressora 3D é possível confeccionar quase tudo. Os objetos geralmente são modelados a partir de um software, comandado pelo operador, que transmite as informações necessárias para a impressora. Nesse contexto, a imaginação é quase ilimitada. Tão ilimitada que, atualmente já é possível construir ambientes de tamanhos consideráveis, como casas e escritórios, utilizando-se impressoras 3D de grande escala, como é o caso da Contour Crafting (CC).
De maneira similar a uma impressora 3D comum, a Contour Crafting realiza o processo de construção a partir de camadas, de baixo para cima. Nesse caso, a matéria prima da impressão pode ser compostos de cimento, concreto, fibra de plástico, gesso, entre outros, a depender do que será construído. O sistema de posicionamento robótico é controlado via computador, sendo possível realizar a inserção de armaduras de aço, acabamentos e posicionamento de peças pré-moldadas, como por exemplo, vigas, pilares e lajes. Além disso, as Countour Craftings possuem múltiplos reservatórios de matéria prima que podem ser acionados conforme a necessidade das mesmas, sem interrupção do fluxo da obra. Por exemplo, é possível alternar automaticamente entre o gesso para acabamentos, e cimento para a construção do sistema de vedação.
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Concepção do processo de construção de uma residência utilizando-se impressoras 3D de larga escala. |
As principais vantagens de se utilizar impressoras 3D na construção civil são certamente o custo reduzido, rapidez e pouquíssima mão de obra. Além disso, algumas impressoras podem construir casas inteiras a partir de concreto com agregados reciclados, o que torna o processo construtivo mais sustentável. Para se ter uma ideia da eficiência de todo o processo, recentemente a empresa chinesa Xangai Winsun Projeto Co. Engenharia desenvolveu uma tecnologia capaz de 'imprimir' as estruturas necessárias para a fabricação de até 10 casas de 200 m² em menos de 24 horas, a um custo total de até R$ 25 mil cada unidade, incluindo acabamentos, mão de obra para a montagem e materiais elétricos e hidráulicos. Logicamente que, os custos de cada obra variam de local para local.
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As estruturas 'impressas' são pré-fabricadas e posteriormente transportadas ao local da obra. |
Ainda mais recente, foi inaugurado o primeiro escritório do mundo fabricado a partir de uma impressora 3D com 7 metros de altura e 36 metros de comprimento. O escritório, de 820 m² se localiza em Dubai, e foi construído em 17 dias, utilizando-se concreto, fibra de plástico, gesso e vidros reforçados. Foi necessário apenas um funcionário para operar a impressora e outros 18 trabalhadores, incluindo pedreiros e engenheiros. O custo total do empreendimento, incluindo gastos com materiais e mão de obra, foi de aproximadamente R$ 500 mil, o que equivale a metade do que seria gasto se fossem utilizados os métodos convencionais de construção.
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O
primeiro escritório do mundo confeccionado a partir de uma impressora 3D de
larga escala está localizado em Dubai.
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Destacam-se ainda as vantagens arquitetônicas de
empreendimentos construídos com impressoras 3D, as quais possibilitam a criação
de elementos curvos e detalhes peculiares a um custo reduzido, que certamente
influenciam consideravelmente no custo total da obra.
É claro que, de maneira geral, a utilização de impressoras 3D face aos métodos construtivos tradicionais, ainda permanece um tanto quanto incipiente. No entanto, fica claro que esta nova tecnologia de construção possui grande potencial de desenvolvimento, podendo se revelar como um modelo de referência para futuros empreendimentos.
É claro que, de maneira geral, a utilização de impressoras 3D face aos métodos construtivos tradicionais, ainda permanece um tanto quanto incipiente. No entanto, fica claro que esta nova tecnologia de construção possui grande potencial de desenvolvimento, podendo se revelar como um modelo de referência para futuros empreendimentos.